quinta-feira, 30 de julho de 2009
gueule du bois
Ressaca. Mais uma ressaca. E mais uma vez o comentário: será que a gente nunca vai aprender? O pior que ela te avassala somente durante o dia. A noite chega e tcharam: Você está novinho em folha. E a comilança? Se empanturrar com tudo aquilo que te deu orgulho em evitar durante dias: Mc Donald's com seu Big Mac, ou Cheddar, ou nugget, ou tudo junto; Chinês e seus molhos e carnes; requeijão, pão e suco vindos da padaria. Agora eu acho que o ponto positivo foi ficar sem refrigerante, se bem que durante o dia eu me arrependi até o último fio de cabelo por ter feito promessa de não tomar refrigerante, e todos nós sabemos que coca-cola é o que há de melhor nessas horas torturantes. Mas amanhã já é outro dia (já passa da meia noite).
quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Michael Jackson
Para mim isso que fica de Michael Jackson:
Ben
Don’t stop ‘till you get enough
Rock with you
Out of wall
The girl is mine
Say say say
Billie Jean
Beat it
Wanna be startin’ somethin’
Human nature
P.Y.T.
Thriller
We are the world
I just can’t stop loving you
Bad
The way you make me fell
Man in the mirror
Dirty Diana
Sooth criminal
Live me alone
Liberian girl
Black or white
Remember the time
In the closet
Jam
Heal the world
Give in to me
Will you be there
Gone too soon
Scream
You’re not alone
Earth song
They don’t care about us
Stranger in Moscow
Blood in the dance floor
E TC
E junto com essas músicas, todos os respectivos vídeos.
Ben
Don’t stop ‘till you get enough
Rock with you
Out of wall
The girl is mine
Say say say
Billie Jean
Beat it
Wanna be startin’ somethin’
Human nature
P.Y.T.
Thriller
We are the world
I just can’t stop loving you
Bad
The way you make me fell
Man in the mirror
Dirty Diana
Sooth criminal
Live me alone
Liberian girl
Black or white
Remember the time
In the closet
Jam
Heal the world
Give in to me
Will you be there
Gone too soon
Scream
You’re not alone
Earth song
They don’t care about us
Stranger in Moscow
Blood in the dance floor
E TC
E junto com essas músicas, todos os respectivos vídeos.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Feliz B* de Dia dos Namorados
Não, não tenho nada contra esse dia, é só uma brincadeira entre uma amiga e eu. Assistimos um filme, o qual milagrosamente eu não lembro o nome, onde em uma cena que se passa no Valentine's day algo dá errado e uma personagem diz "happy f* Valentine's day". Logo após esse dia, essa amiga fez uma reunião de dia dos namorados para os sem namorados e colocou um cartaz com essa frase na parede. Daí eu lembro com carinho desse dia. Fizemos nachos e comemos felizes da vida. Feliz B*st@ de Dia dos Namorados para você Ingrid e MODOS!
Força tarefa
Quinta ficou um bom dia pra sintonizar a Globo de noite, mas só depois da novela infeliz. "A grande família" é bem legal. Fazia tempo que eu não colocava o remote no plim-plim nesse horário, continua bem engraçado. Assisti hoje pela primeira vez o "Força tarefa" e gostei. Assim como "A grande família" é rápido e não enrola. Agora, algumas falhas são imperdoáveis. O episódio de hoje mostrou um prédio moderno por fora e localizado na Barra. Mas no interior a construção estava bem antiga com cara total de Copacabana. Inclusive os moradores do prédio tinha um ar de Copa (não só o ar como o figurino, cabelo, estilo), como por exemplo uma atriz esquecida da década de 1950. Tem dó, direção de arte mancou legal. Outro erro foi do personagem avisar que estava saindo do prédio e aparece subindo a escada. Detalhe, ele falou que iria sair do prédio dentro de um apartamento muito acima do asfalto.
Mas acho legal esses seriados. São muuuuuito melhores que as novelas, se bem que ser melhor que "Caminho das Índias" não seja muito mérito.
Mas acho legal esses seriados. São muuuuuito melhores que as novelas, se bem que ser melhor que "Caminho das Índias" não seja muito mérito.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Insônia
Insônia. Eu não sei se é esse o motivo de minhas noites arrastando correntes como um fantasma ou se é falta de vergonha na cara de tentar acordar cedo e , consequentemente, dormir cedo. Bom, o fato é que sempre preferi noite ao dia. Adoro ler jornal, assistir TV, conversar com os amigos via MSNs da vida, comer umas besteiras (baubau regime), navegar pela net com direito a pesquisas “úteis” no google, tentar escrever algo decente (a tarefa mais árdua) e vou parar por aqui pois a lista tende a crescer e periga de não acabar tarde, ou melhor, cedo, quando o sol começa a trazer o sentimento de culpa por ter passado a noite em claro. Tentei de várias formas acordar cedo e praticar as atividades citadas durante a manhã. Não deu certo.
Durante a noite tudo é mais divertido. Dá para fumar como um sapo de macumba durante o dia enquanto se lê o jornal? Tomar uma taça de vinho? A Culpa seria eterna, ainda mais com o risco da taça se transformar na garrafa inteira. Ver televisão de manhã pode ser (é) uma tortura. Só se salva os Bom Dias da vida, Brasil, São Paulo. De resto, os programas mais interessantes sempre são escalados para a noite e, de preferência, tarde, o que é uma tortura para quem tem que acordar cedo.
Teclar com os amigos na net é muito mais divertido durante o reinado da lua. Há tempo de sobra para conversas fiadas. Quem entra no MSN durante a noite sempre está com tempo para colocar os assuntos em dia (trocadilho infeliz?). Claro que uma parte da minha lista de amigos do MSN só está disponível durante o horário comercial, mas nunca dá para ficar falando bobagens durante horas quando se está ralando no trabalho (algumas pessoas conseguem, mas isso é outra história). Durante a noite as conversas tomam rumos hilários. Podem começar com um simples “Oi, o que vc está fazendo?” e desencadear para lembranças de farras, críticas musicais (furadas ou não), fofocas fúteis (redundância?), planos de férias, conselhos amorosos, enfim, o bom papo de barzinho, mas que devido a distância, não pode ser concretizado. Fora situações absurdas, como a que ocorreu outro dia, onde eu e minha amiga Ingrid, por pura falta de sono, ficamos brincando de adivinhações cinematográficas. Não me pergunte como, pois mesmo escrevendo esse texto durante a noite, não dá para disponibilizar meu “precioso” tempo noturno explicando as regras do jogo.
Navegar na internet fica bem mais fácil. Durante o dia sempre temos que interromper essa divertida tarefa pois os afazeres estão por toda parte. Você começou a ler aquele artigo que a Vange Leonel escreveu? O telefone toca. Começou a ler um artigo interessante sobre aquela viagem que sempre aparece na sua mente quando se quer sumir? Hora do médico. E a relação de filmes que você está planejando assistir? O chefe pede aquele memorando que somente Deus sabe onde está. Durante a noite os riscos desses fatos ocorrerem são diminuídos drasticamente. Você pode ler de cabo a rabo tudo o que deseja sem os tormentos diurnos. O único compromisso é com o sono. Mas nada como a máxima: Vou ficar somente mais 5 minutinhos. Máxima que será repetida dentro de algumas horas, na hora de acordar. A grande vantagem aí é que dá para atrasar o sono em vários 5 minutinhos. Tente fazer o mesmo com a escola das crianças, o trabalho, aquela reunião, as companhias aéreas e me conte depois os resultados.
Talvez o fator que faz com que transforme essas atividades bem mais interessantes seja a magia da noite. Aquela sensação que aparece quando o sol toma o rumo de Tóquio e a noite, que antes estava sobre solo europeu, vem nos atiçar. Tudo fica mais divertido, mais glamuroso. A noite é um aditivo à nossa imaginação. Nossos sonhos ficam mais próximos da realidade. Aquele regime terá início amanhã. O novo projeto de vida toma forma sob luzes artificias (ou na cama, enquanto o sono não vem). As idéias adormecidas durante o dia começam a pipocar na nossa cabeça. É a hora da reflexão, da auto análise, de ler um livro. O fato de saber que lá fora as pessoas, na grande maioria, estão dormindo nos dá um poder de donos da situação. Eu olho minha janela e imagino que enquanto uns estão no mundo de Morfeu eu estou acordado. Sonhando acordado.
Durante a noite tudo é mais divertido. Dá para fumar como um sapo de macumba durante o dia enquanto se lê o jornal? Tomar uma taça de vinho? A Culpa seria eterna, ainda mais com o risco da taça se transformar na garrafa inteira. Ver televisão de manhã pode ser (é) uma tortura. Só se salva os Bom Dias da vida, Brasil, São Paulo. De resto, os programas mais interessantes sempre são escalados para a noite e, de preferência, tarde, o que é uma tortura para quem tem que acordar cedo.
Teclar com os amigos na net é muito mais divertido durante o reinado da lua. Há tempo de sobra para conversas fiadas. Quem entra no MSN durante a noite sempre está com tempo para colocar os assuntos em dia (trocadilho infeliz?). Claro que uma parte da minha lista de amigos do MSN só está disponível durante o horário comercial, mas nunca dá para ficar falando bobagens durante horas quando se está ralando no trabalho (algumas pessoas conseguem, mas isso é outra história). Durante a noite as conversas tomam rumos hilários. Podem começar com um simples “Oi, o que vc está fazendo?” e desencadear para lembranças de farras, críticas musicais (furadas ou não), fofocas fúteis (redundância?), planos de férias, conselhos amorosos, enfim, o bom papo de barzinho, mas que devido a distância, não pode ser concretizado. Fora situações absurdas, como a que ocorreu outro dia, onde eu e minha amiga Ingrid, por pura falta de sono, ficamos brincando de adivinhações cinematográficas. Não me pergunte como, pois mesmo escrevendo esse texto durante a noite, não dá para disponibilizar meu “precioso” tempo noturno explicando as regras do jogo.
Navegar na internet fica bem mais fácil. Durante o dia sempre temos que interromper essa divertida tarefa pois os afazeres estão por toda parte. Você começou a ler aquele artigo que a Vange Leonel escreveu? O telefone toca. Começou a ler um artigo interessante sobre aquela viagem que sempre aparece na sua mente quando se quer sumir? Hora do médico. E a relação de filmes que você está planejando assistir? O chefe pede aquele memorando que somente Deus sabe onde está. Durante a noite os riscos desses fatos ocorrerem são diminuídos drasticamente. Você pode ler de cabo a rabo tudo o que deseja sem os tormentos diurnos. O único compromisso é com o sono. Mas nada como a máxima: Vou ficar somente mais 5 minutinhos. Máxima que será repetida dentro de algumas horas, na hora de acordar. A grande vantagem aí é que dá para atrasar o sono em vários 5 minutinhos. Tente fazer o mesmo com a escola das crianças, o trabalho, aquela reunião, as companhias aéreas e me conte depois os resultados.
Talvez o fator que faz com que transforme essas atividades bem mais interessantes seja a magia da noite. Aquela sensação que aparece quando o sol toma o rumo de Tóquio e a noite, que antes estava sobre solo europeu, vem nos atiçar. Tudo fica mais divertido, mais glamuroso. A noite é um aditivo à nossa imaginação. Nossos sonhos ficam mais próximos da realidade. Aquele regime terá início amanhã. O novo projeto de vida toma forma sob luzes artificias (ou na cama, enquanto o sono não vem). As idéias adormecidas durante o dia começam a pipocar na nossa cabeça. É a hora da reflexão, da auto análise, de ler um livro. O fato de saber que lá fora as pessoas, na grande maioria, estão dormindo nos dá um poder de donos da situação. Eu olho minha janela e imagino que enquanto uns estão no mundo de Morfeu eu estou acordado. Sonhando acordado.
domingo, 26 de abril de 2009
O pato
Queria ter um pato. Em casa. No quintal. Se possível um laguinho ou riacho fazendo parte da casa, para o pato nadar, e nadar junto ao pato, a manhã inteira, a tarde também, se possível.
-Manhêê! Ô mããe ! Posso comprar um pato?
-Não, não pode.
-Mas mãããe! Disse com a voz desbotando.
Não adiantava, não podia ter o pato.
Dia seguinte o menino andava pelo centro da cidade e viu, em uma loja de animais, um pato. Pato não, patinho. Todo pequeno dentro de uma gaiola, encolhido em um canto. Já tinha penas, amarelas. Não fosse de verdade seria igual a um desses de borracha que se põe na banheira. Teve uma idéia. Se ele não pudesse ter o pato, pelo menos daria o pato de presente para alguém. A empregada que gostava de animais foi a primeira opção que lhe veio à cabeça. E ainda era o aniversário da Zeza, a empregada. E lá foi o menino sentado no ônibus com o pato em uma caixa de sapatos, devidamente com furos para o pato respirar.
-Alô!
-Mãe!
-Estou trabalhando, o quê foi?
-Comprei um presente para a Zeza de aniversário.
-Que presente?
-Um pato.
A mãe não estava nada contente o que gerou a pergunta da colega do trabalho.
-Que que aconteceu?-
-Meu filho me comprou um pato para a empregada de presente de aniversário.
-Mas que graça de menino. Por que essa cara de quem comeu e não gostou?
-A empregada mora em casa.
Não tinha lago, muito menos riacho. Mas tinha uma piscina. Não aquelas de azulejos azuis que vão desbotando com o tempo. Mas daquelas de plástico. Montada com ferro nas bordas. Pequena, no máximo um metro e meio por três. A profundidade deveria ser de menos de um metro, bem menos. Era uma piscina pequena. Na visão do menino era o lago. E do pato também.
Todo mundo se divertiu com o pato que nem tempo houve para escolherem o nome, ficou pato e ponto. O tempo passando, o pato crescendo e onde colocar o pato? A piscina ficou do tamanho que era, pequena.
Havia logo ali, no fundo da casa, lá depois da última porta de ferro um terreno, de casa ainda, mas isolado. Não era enorme, mas não era pequeno. Tinha um ipê roxo, grande, alto; uma sibipiruna não tão alta como o ipê; um pé de fruta-do-conde; um abacateiro, pequeno, plantado pelo menino; e mais algumas plantas e gramas. Já viviam lá pelo menos uma dúzia de lembranças remanescentes de feiras Bicho & Cia e de festas de aniversários com saquinhos surpresas, que na verdade eram cestinhas surpresas com pintinhos dentro. As mesmas surpresas encontradas nas lembrancinhas de feiras. Onde foi parar o pato? Lá mesmo. Sem lago, piscina ou riacho.
O pato parecia nem se importar com a falta de banho. Muita grama, muita terra, pena vermelha de terra em vez de amarela. E no meio de frangos. Feliz como pinto no lixo. Continuou crescendo e Zeza aparando as penas das asas para evitar uma viagem para o sul. E em um esquecimento na aparagem das penas e o telhado virou o sul.
Férias, todo mundo para a praia. Zeza foi junto. E o pato? Ficou com os pintos. E a comida para o pato e os pintos? A vizinha, claro. Não, a vizinha não era a comida do pato ou dos pintos, ela levava quirela. Mas Zeza não podou as penas antes de viajar e em um belo dia a vizinha não encontrou o pato. E onde estava o pato? Bota a criançada da rua para procurar o pato, bate de porta em porta, pergunta para o vizinho da frente, pergunta na padaria até que finalmente encontraram. Lá em cima do telhado estava o pato achando que tinha migrado. E quem disse que alguém conseguia tirar o pato do telhado? O pato fazia todo mundo de pato. E sobrou para o 193. E lá vieram os bombeiros. Cercam a casa, os muros, o telhado. E lá foi o pato de volta para o fundo do quintal com penas a menos.
Um dia acharam um ninho. Deve ser das galinhas, que já não eram nem pintos e nem frangos mais. Mas Zeza achou um ovo no ninho.
-Isso num é ovo de galinha.
-Como não?
-Cunheço ovo de galinha, cunheço ovo de pata. O pato é pata.
Pronto. Agora não tinham mais um pato, tinham uma pata. “Habemus Pata”. E dá-lhe gemada de pata, ovo de pata. E a pata ficou brava. Não sei se por não ter um pato ou se para proteger o território, mas que ninguém entrava no terreno dos fundos, ah ninguém entrava. Era abrir a porta de ferro e botar o nariz no terreno que lá vinha o pato, ops, a pata. E não era pata aqui, pata acolá, era com asas abertas e pescoço em ataque para ver o que que há.
Um certo dia alguém abriu o congelador, não lembram se foi a mãe ou alguma das irmãs, mas lá estava a pata. Com o pescoço quebrado, esperando para ir para a panela. E mesmo sem tantas ter feito a moça foi para a panela. Não da casa, que a mãe proibiu e mandou Zeza dar um sumiço na pata. Para alguma casa foi-se a pata, nem quiseram saber qual.
-Manhêê! Ô mããe ! Posso comprar um pato?
-Não, não pode.
-Mas mãããe! Disse com a voz desbotando.
Não adiantava, não podia ter o pato.
Dia seguinte o menino andava pelo centro da cidade e viu, em uma loja de animais, um pato. Pato não, patinho. Todo pequeno dentro de uma gaiola, encolhido em um canto. Já tinha penas, amarelas. Não fosse de verdade seria igual a um desses de borracha que se põe na banheira. Teve uma idéia. Se ele não pudesse ter o pato, pelo menos daria o pato de presente para alguém. A empregada que gostava de animais foi a primeira opção que lhe veio à cabeça. E ainda era o aniversário da Zeza, a empregada. E lá foi o menino sentado no ônibus com o pato em uma caixa de sapatos, devidamente com furos para o pato respirar.
-Alô!
-Mãe!
-Estou trabalhando, o quê foi?
-Comprei um presente para a Zeza de aniversário.
-Que presente?
-Um pato.
A mãe não estava nada contente o que gerou a pergunta da colega do trabalho.
-Que que aconteceu?-
-Meu filho me comprou um pato para a empregada de presente de aniversário.
-Mas que graça de menino. Por que essa cara de quem comeu e não gostou?
-A empregada mora em casa.
Não tinha lago, muito menos riacho. Mas tinha uma piscina. Não aquelas de azulejos azuis que vão desbotando com o tempo. Mas daquelas de plástico. Montada com ferro nas bordas. Pequena, no máximo um metro e meio por três. A profundidade deveria ser de menos de um metro, bem menos. Era uma piscina pequena. Na visão do menino era o lago. E do pato também.
Todo mundo se divertiu com o pato que nem tempo houve para escolherem o nome, ficou pato e ponto. O tempo passando, o pato crescendo e onde colocar o pato? A piscina ficou do tamanho que era, pequena.
Havia logo ali, no fundo da casa, lá depois da última porta de ferro um terreno, de casa ainda, mas isolado. Não era enorme, mas não era pequeno. Tinha um ipê roxo, grande, alto; uma sibipiruna não tão alta como o ipê; um pé de fruta-do-conde; um abacateiro, pequeno, plantado pelo menino; e mais algumas plantas e gramas. Já viviam lá pelo menos uma dúzia de lembranças remanescentes de feiras Bicho & Cia e de festas de aniversários com saquinhos surpresas, que na verdade eram cestinhas surpresas com pintinhos dentro. As mesmas surpresas encontradas nas lembrancinhas de feiras. Onde foi parar o pato? Lá mesmo. Sem lago, piscina ou riacho.
O pato parecia nem se importar com a falta de banho. Muita grama, muita terra, pena vermelha de terra em vez de amarela. E no meio de frangos. Feliz como pinto no lixo. Continuou crescendo e Zeza aparando as penas das asas para evitar uma viagem para o sul. E em um esquecimento na aparagem das penas e o telhado virou o sul.
Férias, todo mundo para a praia. Zeza foi junto. E o pato? Ficou com os pintos. E a comida para o pato e os pintos? A vizinha, claro. Não, a vizinha não era a comida do pato ou dos pintos, ela levava quirela. Mas Zeza não podou as penas antes de viajar e em um belo dia a vizinha não encontrou o pato. E onde estava o pato? Bota a criançada da rua para procurar o pato, bate de porta em porta, pergunta para o vizinho da frente, pergunta na padaria até que finalmente encontraram. Lá em cima do telhado estava o pato achando que tinha migrado. E quem disse que alguém conseguia tirar o pato do telhado? O pato fazia todo mundo de pato. E sobrou para o 193. E lá vieram os bombeiros. Cercam a casa, os muros, o telhado. E lá foi o pato de volta para o fundo do quintal com penas a menos.
Um dia acharam um ninho. Deve ser das galinhas, que já não eram nem pintos e nem frangos mais. Mas Zeza achou um ovo no ninho.
-Isso num é ovo de galinha.
-Como não?
-Cunheço ovo de galinha, cunheço ovo de pata. O pato é pata.
Pronto. Agora não tinham mais um pato, tinham uma pata. “Habemus Pata”. E dá-lhe gemada de pata, ovo de pata. E a pata ficou brava. Não sei se por não ter um pato ou se para proteger o território, mas que ninguém entrava no terreno dos fundos, ah ninguém entrava. Era abrir a porta de ferro e botar o nariz no terreno que lá vinha o pato, ops, a pata. E não era pata aqui, pata acolá, era com asas abertas e pescoço em ataque para ver o que que há.
Um certo dia alguém abriu o congelador, não lembram se foi a mãe ou alguma das irmãs, mas lá estava a pata. Com o pescoço quebrado, esperando para ir para a panela. E mesmo sem tantas ter feito a moça foi para a panela. Não da casa, que a mãe proibiu e mandou Zeza dar um sumiço na pata. Para alguma casa foi-se a pata, nem quiseram saber qual.
Tinha até esquecido que tinha.
Olha que coisa engraçada: tinha esquecido do blog. Mesmo depois de tanto tempo não tenho muito que escrever, e olhe que minha vida mudou muito, tantas coisas fiz nesse tempo, e tantas outras deixei sem fazer. Mas me lembrei de um texto que escrevi e vou postá-lo.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Que tédio!
Acho que essa palavra é uma das mais usadas em blogs. Mas não posso ficar reclamando não. Coisa para fazer é o que não falta. E tenho feito muitas coisas. Tenho uma tonelada de livros para ler e é isso que farei agora.
Falando em coisas feitas, ontem o dia foi excelente: encontrei uma grande amiga na praia; fomos ao Bracarense comer bolinhos de camarão e tomar chopp; comemos temakis no Koni; viemos para casa escutar música.
Agora Triste fim de Policarpo Quaresma me espera. Mas na verdade eram Friends que eu gostaria que estivessem me esperando. No ar condicionado. Não que eu não goste de ler. Gosto sim, ainda mais agora com as aulas de literatura e redação. Fica tudo melhor. Outro dia li novamente Vidas secas e adorei. Não lembrava mais da história, só da cachorra Baleia. Li quando tinha 16 anos para FUVEST e Cia. Na última terça a aula foi sobre Os sertões e ontem, sexta, a aula de história foi sobre Canudos. Tudo muito melhor assim.
Eu quero uma casa na praia.
Vai entender.
Estou morrendo de vontade de entrar no mar e moro 5 quadras pequenas da praia. Mas onde está a vergonha na cara de sair de casa? Para ajudar estou sozinho hoje, com isso a preguiça aumenta.
Amanhã com certeza irei. Mas só se acordar cedo.
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